quinta-feira, 12 de abril de 2012

VOSSA MAJESTADE, O MOTORISTA DO BUZÚ!


A mensagem de hoje destina-se a todos os condutores de veículos automotores que transitam na cidade de Salvador, Bahia, Brasil, pelo simples fato de, sem medo de errar,  99% destes, já terem experimentado algum tipo de “emoção” promovida pelo profissional que vamos “homenagear”  hoje: VOSSA MAJESTADE, O MOTORISTA  DO BUZÚ!!!

Gostaria  de parabenizar a categoria pela difícil tarefa de conduzir um automóvel de grande porte, estando nesta condição, responsável por várias vidas. Vidas estas que, geralmente, estão estressadas, nervosas, sem educação, mas que pagam tarifa e, como presume-se que o cliente sempre tem razão, nem me imagino na pele deles.
Porém.... tenho algumas perguntas a  Vossa Majestade:
  • Pra que tornar a vida da plebe condutora  tão difícil também???
  • Por que é tão difícil manter-se na faixa destinada a Vossa Majestade?
  • Custa muito sinalizar antes de meter o gigante na cara do nosso pequeno e humilde automóvel ???
  • Para que serve aquela mãozinha estúpida quando a m... já está feita???
  • Que necessidade é esta, de andar fungando os fundilhos dos nossos veículos??? Por que não praticam a distância de segurança especialmente nas ladeiras ???
  • Que urgência é essa que não é possível aguardar que um idoso ocupe o seu lugar no assento?
  • Por que esquece que quando retira o seu manto e a sua coroa ao final do expediente, torna-se imediatamente passageiro ou condutor de veículos leves??? (Com a ressalva para os que possuem buzús como meio de transporte particular. Sei lá, né? Vai que...)
Pensei em contar alguns (muitos) casos emocionantes proporcionados a mim pela realeza, mas pensando bem, se pararem por um instante terão experiências iguais, quiçá, em até maior número.
Enquanto passageira do buzão, tento ser educada e paciente, mas confesso que já me indispus com a nobreza por estar esperando por horas e por passarem por mim sem qualquer piedade, pelos solavancos desnecessários, pelos palavrões para os condutores que receberam suas “fechadas”, por tomar partido de idosos, por não pararem no ponto solicitado... Ai, ai... muita emoção.

Enquanto condutora, fiquem cientes nobres profissionais, que dentro do meu espaço com os vidros fechados, quando me brindam com as suas fechadas, quando colam no “meu fundo”, lembro de toda a sua árvore genealógica e dou a todos alguns muitos adjetivos que não vou citar agora, vez que, como todos os ramos de atividade, existem as exceções, estaria sendo injusta englobando o todo.
Bom... este é só um desabafo pela emoção de quase ter sido lançada do viaduto esta tarde e ter sobrevivido, já que Vossa Majestade estava na pista da esquerda, eu na do meio e, o ponto que ele pretendia estava imediatamente na pista da direita e não daria tempo de esperar que eu passasse, afinal... ele é o REI da ruas.


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