quarta-feira, 4 de abril de 2012

SEMANA ESPECÍFICA PARA CARIDADE???





Não sei ao certo qual o meu direito enquanto ser simples, comum mesmo e ignorante,  mas como ser que não deseja fazer parte de um  rebanho e insiste em  observar fatos, comportamentos, inconstâncias e atribuir a eles esta busca por  seres “melhores”...  permito me manifestar.

Respeito pela Fagulha divina que somos!

Acredito em que este deveria ser o primeiro mandamento para reunir pessoas que desejam conhecer e atribuir ao astral as suas graças e desgraças.

Sinto que uma grande parcela das necessidades, deveriam ser identificadas  e tratadas na superfície terrestre antes de qualquer outro tipo de busca.
A propósito, até este momento, só conheço uma pessoa que se identifica com estes assuntos por prazer e não sou eu, diga-se de passagem.
As demais buscam pela necessidade imediata, por conseqüência, tornam-se imediatamente crentes,  anulando a capacidade de questionar como se fosse esta atitude um “pecado”.

Mais complicado é perceber que as pessoas que regem estes rebanhos são (óbvio, estas reuniões que presenciei aconteceram aqui, no planeta Terra) seres humanos tão comuns quanto os que as escutam e, como já havia dito, estão entregues a sua crença e ao desejo natural de encontrar “o quê”e o “porquê”  fora do seu ser, pois é bem mais fácil , prático e afasta dela a capacidade de decidir.
Mais simples atribuir a tarefa que realizá-la.

E é válido lembrar que a vaidade, que faz parte da natureza humana, e,  arrisco dizer, é mais um ponto que nos diferencia dos animais irracionais e pode ser bem danosa se estimulada pelo outro e não for vigiada pelo próprio vaidoso.
Dependerá da constância, da certeza e do propósito do homem que escuta que é santo repetidas vezes e não se convence que o é.

Competição: é outro ponto natural, de certa forma até muito saudável, que também precisa ser vigiado, pois somos cercados de vaidosos como nós que precisam ser bajulados também para que pareça justo.

Como a maior parte de nós é carente de falas convenientes,  imediatamente, somos muitos, milhares... que, uma vez  convencidos,  convencemos.
Nos agrupamos com uma mesma crença, rebanho mesmo, e o “pastor” torna-se, naturalmente, inacessível, distante, deus mesmo, pois neste momento só poderemos
“encontrar” com ele ou ter um pouco da sua atenção por oração. 

Percebo que a intensidade da “ajuda” deve ser maior que a intenção  para ser eficaz.

Acredito que uma palavra verdadeira, uma expressão de carinho verdadeira, um afago, muitas vezes, amenize mais a dor, e estes, qualquer ser vivente que está comprometido com a sua luz própria é capaz de dar: sem exatidão de horário, sem roteiros...
Esta atitude pode  ser sinônimo de caridade.

Isto vale também para o alimento da carne... 
Soa como contraditório pra mim, atender determinadas pessoas em datas específicas.  Estas ações são básicas para o ser que é luz, e, mais uma vez, assistindo uma parte, auxiliamos o todo se formos constantes : é mais eficaz , útil.

Ensinar a pescar e não dar o peixe. 
Por que insistimos em fazer o contrário?
É mais cômodo, mais prático e nossa consciência fica mais tranqüila mais rapidamente, sobra mais tempo pra comer o peru inteiro!

Exagero?

Acompanhe:
Uma criança  de rua.
É mais prático, pra sua consciência, dar um prato de sopa, um agasalho ou reservar parte do seu dia e encontrar com ela para alfabetizá-la?
Ficou mais claro?
"Não tenho tempo".
Pode ser uma resposta, mas, se a intensidade é maior que a intenção, criam-se meios, meios aparados por esforços. Só tem um resultado: realização.

Pense um pouco e responda: você conhece alguém que se intitula má?
Que admite ter culpa pelas desgraças que a acomete?
Que parou pra pensar que determinada condição deve ser atribuída a ela e, exclusivamente, a ela ?
Que ela poderia ter feito muito mais?
Que faltou empenho ou desejo real?
Que ela é parte de um todo e que, se autoajudando, auxilia o criador?
Se sim, existe a capacidade de se autoperdoar?
Existe um trabalho sendo realizado para mudar esta condição?
Já foram esgotadas todas as possibilidades?
Já se conscientizou que ela  tem responsabilidades em ter “ganho” uma existência ?
Que a sua vida,  antes de ser um fardo para si, é  para o criador a manifestação de seu amor, portanto ela é amor?

Conheço pessoas extremamente perdidas, embaraçadas em seus pensamentos, que são brilhantes, mas não tenho didática suficiente para dizer-lhes, simplesmente, que elas não sabem o que realmente querem, que são incríveis e que se bastam. 

Mas tenho a impressão que, mesmo que soubesse, não seria muito válido. Não tenho poderes, tipo:  Escarnafobisnafobélis (uma cor que só existe em Saturno) ou Tatecalanquecatacanquicilá calanquê ( um caboclo que se manifesta nos terreiros de Marte)...
Que viver impõe desejos e que os desejos criam meios, que criam esforços, que geram realizações.

Fica cada dia mais claro para mim que a satisfação dos desejos carnais satisfazem  a fagulha divina e, como viver não é constante, que o ser humano  experimenta,  se experimenta, deseja e se deseja, quer realizar, se não consegue,  imediatamente, ele busca outros meios nestes momentos, que chamarei de “auxílio espiritual”.

Em verdade, consigo ver como uma criança que deseja um doce e não tem poder para ter na hora ideal e chora... 
E o choro é a busca pelo astral, divindades, imagens, promessas, compromissos... Externa o que a criança não consegue perceber  ou  expelir em ações.

Isto diz a minha certeza interior, exterior, química, física e organoléptica que se manifesta neste momento.

(Na imagem acima estão alguns dos meus super-heróis que já encarnaram (apenas uma excessão). Seus exemplos de caridade podem e poderão ser "vistos" a qualquer tempo.)

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